Violação e Proteção de Dados

Violação e proteção de dados, megavazamentos, crimes cibernéticos, segurança digital…Esses têm sido temas recorrentes dentro do meio tecnológico, atraindo a atenção de usuários até grandes empresas e organizações governamentais.


Nos últimos tempos, a tecnologia tem avançado paralelamente à necessidade de proteção contra os muitos acidentes e desastres que ocorrem em ambientes digitais e colocam a integridade de usuários e corporações em risco.


A violação de dados ocorre quando há perda, destruição, alteração, divulgação ou acesso de dados sem autorização, de forma acidental ou ilícita. Esses acontecimentos são recorrentes e podem ocorrer por inúmeros motivos, dentre eles a vulnerabilidade de sistemas, segurança digital precária, crimes cibernéticos e incidentes internos em instituições ou organizações, provocando, assim, vazamentos de dados sigilosos.


Grandes empresas, como a Google, já tiveram seus nomes envolvidos em vazamentos no decorrer dos anos. Dados sensíveis de 500 mil usuários do Google+ foram expostos entre 2015 e 2018, em decorrência da vulnerabilidade de software da rede. Outro escândalo que envolveu o nome da corporação foi a demissão de dezenas de funcionários sob a justificativa de violações de dados de usuários, uso incorreto de informações confidenciais e incidentes de segurança.


Casos como esse, mostram que organizações amplamente requisitadas no cotidiano e tidas como confiáveis, também propulsionam cenários caóticos de insegurança, consequentes de irresponsabilidades e falta de medidas preventivas para preservar dados de clientes e colaboradores.


Em 2020 entrou em vigor a legislação de LGPD (Lei Geral de proteção de Dados), que trouxe diversas obrigações no tratamento de dados para proteger a privacidade dos brasileiros. Com isso, a lei estabelece regras sobre a obtenção dos dados, baseadas no consentimento dos usuários, e as normas estabelecidas são fiscalizadas pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão responsável por garantir o cumprimento da Lei.


Diante disso, a implementação da lei estabelece requisitos que afetam como empresas e organizações captam, armazenam e utilizam dados de indivíduos e os relacionamentos que envolvem dados pessoais passam a trazer obrigatoriedades. Em relações trabalhistas, por exemplo, a empresa empregadora tem a obrigação de preservar a segurança das informações pessoais dos empregados e seguir normas da LGPD para não sofrer com penalidades. Dentre as punições determinadas pela LGPD, estão incluídas multas, sanções administrativas diversas e bloqueios.


Quais obrigações? O que mudou no que diz respeito a antes

e depois?


Desse modo, é certo que a proteção de dados e a segurança digital têm sido fundamentais para a manutenção de uma presença segura e responsável no ambiente digital. Para tanto, algumas situações de violações que repercutiram só serviram para colocar esse fato em evidência.


Em 2021, 223 milhões de brasileiros, incluindo falecidos, tiveram seus dados expostos por um vazamento gigantesco de um banco de dados nacionais. Informações pessoais, como CPF, nome e endereço, estavam entre as informações que além de vazadas, foram vendidas por criminosos. Esse crime abriu portas para que muitas violações fossem cometidas e pessoas afetadas. Apesar de ter sido impossível para os afetados contornarem essa situação, visto que a responsabilidade da proteção dessas informações era de quem as recebia, medidas podem ser tomadas para diminuir riscos de exposições desnecessárias:



Investir em LGPD

A legislação impôs medidas de segurança digital em empresas, e a adequação às normas passou a ser obrigatória. Portanto, investimentos em um setor jurídico especializado e a inserção de uma cultura de segurança digital dentro da organização podem prevenir violações.

Algumas das normas para que o tratamento de dados seja realizado são:

  • O fornecimento de consentimento pelo colaborador

  • Uso para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador;

  • Quando necessário para a execução de contrato ou de procedimentos preliminares relacionados a contrato do qual seja parte o titular;

  • Para o exercício regular de direitos em processo administrativo;

  • Quando necessário para atender aos interesses legítimos do controlador ou de terceiro, exceto no caso de prevalecerem direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção dos dados pessoais.



Não usar a mesma senha

Muitas pessoas utilizam as mesmas senhas em diversos sites e contas, mas a criação de senhas robustas e variadas podem ser fundamentais para a proteção de dados pessoais.



Utilizar softwares de segurança

Usar navegadores seguros e manter softwares atualizados, utilizar firewalls, apps de proteção e contar com serviços de VPN são ótimas formas de garantir uma navegação segura.


Cautela com a divulgação de dados

Deve-se ter cuidado com cadastros e é recomendado fazer pesquisas sobre a segurança sites, serviços ou apps antes de divulgar suas informações pessoais.


A proteção de dados é importante para que os cidadãos tenham segurança garantida pelas empresas e organizações que detém suas informações pessoais. Dessa forma, responsabilidade e adequações à segurança digital preservam a credibilidade e integridade de corporações e indivíduos. Seguindo os métodos de proteção de dados e mudando hábitos de risco, é possível fazer o uso seguro das tecnologias.